Por ocasião da solenidade de Corpus Christi, Dia da Caridade, que se celebra em 25 de maio, a Comissão de Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola divulgou no dia 25 de abril, uma mensagem intitulada «A Eucaristia, esperança para o pobre». O texto une-se à campanha da Cáritas dedicada aos direitos das mulheres e denuncia os abusos que estas sofrem.

Em sua Mensagem, a Comissão explica que a festividade do Corpus Christi convida «a entrar no coração do mistério da Eucaristia, que se há de crer, celebrar e viver».

Recorda a última encíclica de Bento XVI – «Spe salvi; Salvos na esperança» –, sob cuja luz, afirma, «contemplamos a Eucaristia descobrindo nela um verdadeiro sacramento de esperança para toda a humanidade e, de maneira muito especial, para os mais pobres e excluídos dos bens necessários».

Os bispos que integram a Comissão se unem à campanha que Cáritas vem desenvolvendo sobre os direitos humanos e igualdade de oportunidades, que agora dedica aos direitos da mulher, convidando “a manifestar a igualdade entre homens e mulheres e a importância de que se reconheçam oportunidades eqüitativas para ambos sexos como expressão da comum dignidade humana que compartilhamos e como base de uma sociedade mais justa e mais fraterna».

Recordando as palavras do Papa, sublinham que «toda nossa ação em favor da justiça e dos pobres é ‘esperança em ato’, ou seja, é um sinal e um testemunho de esperança».

«O tráfico de mulheres é uma das formas mais cruéis de violência e de escravidão. São milhares as mulheres que são captadas e trazidas para a Espanha por pessoas, grupos de delinqüentes ou redes criminosas organizadas, através do engano, ameaças ou coação, com o fim de submetê-las à exploração, prostituição, trabalho rural, serviço doméstico, construção civil, hotelaria e também atividades clandestinas».

Tudo isso, recordam os bispos, «sem esquecer outros dados como o número assustador de 100.000 abortos por ano na Espanha; que cerca de 20.000 crianças são objeto do tráfico de pessoas na Espanha e estão submetidas a diversas formas de exploração sexual e trabalhista; que milhares de imigrantes chegam a nossas fronteiras fugindo da fome e sem ser reconhecidos em seus direitos humanos».

Não obstante, apesar das sombras, os bispos reconhecem as luzes e os sinais de esperança, entre os quais citam «o compromisso de muitas comunidades paroquiais com seu meio próximo, sendo ativas na formação de um tecido social solidário e responsável perante os mais pobres».

Concluem «confiando na força que nos dá a comunhão no Senhor e com a esperança certa de que, como diz Bento XVI, «a injustiça da história não pode ser em absoluto a última palavra».

Fonte: Zenit

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.