DivulgaçãoO Governo colombiano e o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC) apresentaram no dia 20/06 em Bogotá uma campanha de comunicação para enfrentar a atividade das redes de tráfico de pessoas, nas quais caem diariamente de dois a dez nacionais.

A iniciativa foi ativada em um dos escritórios de expedição de passaportes do ministério das Relações Exteriores da Colômbia, cujas dependências de gestões com fins de emigração atendem a aproximadamente de 700.000 usuários ao ano.

Em todas elas foram instaladas telas de televisão e discos de vídeo digital para a difusão de mensagens informativos sobre o problema do tráfico de pessoas e outros crimes trasnacionais.

A campanha se corresponde com a primeira fase da chamada “Estratégia de comunicação para a prevenção do tráfico de pessoas”.

É uma chamada a interiorizar que o delito de tráfico de pessoas é considerado o terceiro mais lucrativo do mundo, disse o ministro colombiano de Relações Exteriores, Fernando Araújo, na apresentação da iniciativa.

Araújo advertiu que esta atividade criminal inclui a exploração sexual ou trabalhista, a mendicidade alheia, o tráfico de órgãos, as práticas análogas à escravidão e o casamento servil.

Nestas redes caem diariamente de dois a dez colombianos, segundo cálculos do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), entidade responsável dos serviços de inteligência estatal, que compreende também os assuntos de imigração e emigração.

A Colômbia é considerado como o terceiro país do mundo mais afetado pelo tráfico de pessoas, depois do Brasil e a República Dominicana.

Araújo informou que “neste ano de 2008, atendemos dezenas de denúncias nos consulados da Colômbia no mundo, assim como também a repatriação de centenas de vítimas nos últimos três anos, provenientes de países e regiões tão diversas como Hong Kong, Japão, América Central e Caribe”.

Na Colômbia se desenvolveram protocolos de atenção e cooperação para a assistência de casos em conjunto com as autoridades correspondentes de outros países, como via para “estreitar mais ainda os laços na luta contra este flagelo”, acrescentou o chanceler.

“Somos conscientes da necessidade de contribuir na erradicação deste delito, e estamos participando de forma ativa em programas de informação e prevenção, para que a cada dia menos colombianos sejam vítimas deste flagelo”, disse Araújo.

*Original em Espanhol

Fonte: http://www.soitu.es/soitu/2008/06/20/info/1213928767_633532.html

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