Reduzir os altos índices de pobreza e violência e conduzir o país ao desenvolvimento são hoje os grandes desafios que tempela frente o próximo presidente da Guatemala, Álvaro Colom, o engenheiro de 57 anos, tomará posse de seu cargo no dia 14 de janeiro, prometeu impulsionar nos primeiros 100 dias de governo um programa para dar resposta às necessidades mais urgentes da população e melhorar sua qualidade de vida.

Colom receberá um país onde 51% de seus habitantes vivem na pobreza e 15% na extrema pobreza, o desemprego afeta a maioria da população econômica ativa e a inflação supera 8%.

Estes indicadores o localizam no penúltimo lugar da Iberoamérica no Índice de Desenvolvimento Humano, só acima do Haiti.

Como conseqüência desta situação a Guatemala vive um dos períodos mais convulsos, onde cada ano morrem pela violência mais decinco mil pessoas, uma média de 16 por dia, sem que na maioria dos casos se julgue nem castigue aos culpados.

Além da miséria e a exclusão, as raízes da violência estão no aumento do narcotráfico e o crime organizado, a proliferação de armas de fogo e, sobretudo, na impunidade e o fracasso das instituições.

“O desafio de Colom e de sua equipe de trabalho é retomar os Acordos de Paz em matéria de segurança e justiça, que não se cumpriram na sua maioria, fortalecer as instituições e apostar na sua profissionalização”, opinou o analista político Sandino Astúrias.

Colom, pertencente à socialdemocracia, prometeu impulsionar de imediato um plano que prevê o desenvolvimento rural, a entrega de créditos aos camponeses e a extensão dos serviços de educação e saúde.

Em matéria de segurança se propõe recuperar o controle das chamadas “zonas vermelhas” de violência, a reciclagem da polícia e promoção de ações para eliminar os corredores do tráfico de drogas, armas e tráfico de pessoas.

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