O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu na última sexta-feira e a Justiça determinou o bloqueio dos valores de cinco contas correntes do construtor Manuel Fernandes de Bastos Filho e de três pessoas ligadas a ele. O empresário, que está foragido, é réu no processo criminal aberto para apurar os crimes da quadrilha investigada na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investiga esquema de prostituição, tráfico de mulheres e fraudes em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dono do prostíbulo WE, Bastos Filho é apontado pelo MPF como líder tanto da quadrilha de prostituição e tráfico interno de mulheres, quanto do esquema que cobrava e dividia comissões em empréstimos junto ao banco de fomento. O acusado está fora do alcance da Polícia Federal desde 24 de abril, quando a operação foi deflagrada. Segundo relatório recebido pelo MPF, as contas do construtor e de três pessoas ligadas à ele sofreram movimentações atípicas, que indicam que o acusado pode estar dilapidando o patrimônio obtido com as atividades ilícitas e mascarando sua origem. O relatório aponta movimentações superiores a R$ 500 mil nas contas-correntes da mulher de Bastos Filho e nas de duas pessoas que receberam aportes diretamente das contas dela.

As movimentações atípicas demonstram a ligação do construtor com essas pessoas e foram registradas entre janeiro e o início de maio deste ano, poucos dias após a operação policial. Por conta disso, a procuradora da República Adriana Scordamaglia pediu o bloqueio dos valores em regime de urgência. Os interrogatórios do processo da Operação Santa Tereza estão marcados para os próximos dias 21 e 26 de maio na 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

Fonte: O Globo Online

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