A Comissão Pastoral da Terra faz um levantamento periódico do número de trabalhadores libertados da escravidão. A entidade, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e que atua na defesa dos trabalhadores rurais, camponeses e sem-terra, fechou seus números para 2007. No ano passado, 5.467 trabalhadores foram retirados dessa condição em todo o país. Com isso, chega a 28.002 o número de pessoas resgatadas da escravidão desde 1995, quando o governo federal criou os grupos móveis de fiscalização, que atuam na verificação de denúncias e libertação de trabalhadores.

De acordo com a CPT, no período 1995 a 2007, há registro de denúncias envolvendo 50.263 trabalhadores em situação de trabalho escravo.

O recordista do ano passado foi o Pará, com 1.918 libertados, seguido pelo Mato Grosso do Sul (1.647). Ambos os estados foram palco de grandes libertações em propriedades de cana-de-açúcar, como a fazenda e usina Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA). Em junho deste ano, 1.064 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à de escravo em suas terras – um recorde.

A operação do governo federal desencadeou reações de políticos contrários à fiscalização, que saíram em defesa da empresa. As operações de verificação de denúncias de trabalho escravo chegaram a ser suspensas, pois o Ministério do Trabalho e Emprego considerou que não havia como garantir segurança funcional aos grupos móveis em meio aos ataques sofridos de senadores que defendiam a empresa. Contudo, a sociedade civil, parlamentares, Ministério Público, setores do governo e parte da mídia se insurgiram contra essa tentativa de achaque ao combate ao trabalho escravo, e os senadores e a empresa retiraram-se se cena. A estrutura de fiscalização saiu fortalecida e o caso foi considerado uma vitória de quem luta pela erradicação do trabalho escravo no país.

Em seguida na lista de libertados em 2007, Goiás (576), Maranhão (403) e Bahia (175) completam os cinco primeiros postos.

Fonte: Repórter Brasil

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