O Novo relatório das Nações Unidas revela que as crianças representam cerca de 27% de todas as vítimas de tráfico humano

O Novo relatório das Nações Unidas revela que as crianças representam cerca de 27% de todas as vítimas de tráfico humano.
Segundo as conclusões do Relatório Global de 2012 sobre Tráfico de Pessoas, do organismo das Nações Unidas para as Drogas e o Crime (UNODC), mais de um quarto das vítimas de tráfico humano são crianças (27%).
Estas conclusões referem-se a vítimas de tráfico humano oficialmente detetadas em 132 países de todo o mundo entre 2007 e 2010, ficando assim por revelar ainda alguns que não são detetadas. Segundo o relatório baseado em dados fornecidos por esses países, revelou-se uma subida de 7% comparativamente ao período de 2003 a 2006.A maioria das crianças traficadas são do sexo feminino ,representando dois terços do total das crianças traficadas, tendo havido um aumento de 15 a 20% do número total de vítimas de tráfico. Os rapazes por sua vez representam 10%.
Quanto aos adultos, as mulheres traficadas representam de 55 a 60%. No total, os individuas do sexo feminino representam 75% do total do tráfico humano. Os homens representam cerca de 14% do número total de vítimas.
Existe uma relação entre a quantidade de crianças vítimas de tráfico e a região. A Europa e Ásia Central têm a percentagem mais baixa tendo apenas 16%; o continente americano 27%. No Leste Asiático e Pacífico temos 39%, e 68% no Médio Oriente e África.
Na Europa, são mais frequentes os casos de exploração sexual, assim como no continente americano. África e Ásia têm mais situações de trabalho forçado. O tráfico para remoção de órgãos foi detectado em 16 países do mundo.
Durante 3 anos, período que o relatório retrata, foram identificados 406 fluxos de tráfico, cerca de metade de todo o tráfico ocorreu na mesma região, com 27% a ter lugar dentro das fronteiras nacionais, à excepção do Médio Oriente, onde a maioria das vítimas detetadas são do Leste e Sul asiático.
Devido ao aumento deste crime foi verificado que a condenação por este tipo de crimes é muito baixa. 16% dos países não tinha uma única condenação entre 2007 e 2010.

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