Sozinhas ou em pequenos grupos, as “crianças de rua”  são controladas à distância pelos mais velhos, que no final arrecadam o dinheiro conseguido. As pessoas que contribuem com dinheiro, normalmente o fazem porque têm pena das crianças, mas o dinheiro raramente é para elas. Na verdade, esta atitude só faz alimentar a rede de exploração infantil.

As razões que levam estas crianças à mendicidade vão desde a carência econômica familiar até fenômenos mais complexos de crime organizado ligado à exploração de crianças.

Em Portugal, Teresa Espírito Santo,  presidente da comissão de Lisboa Central, alertou que há fortes suspeitas de Portugal ser a plataforma giratória na rotação de crianças. Elas passam por Portugal e seguem para outros países.

“Quando acolhemos uma criança a pressão é imensa e aparecem sempre outras pessoas, muitas vezes até de nacionalidade portuguesa”, lembrou a responsável.

A desconfiança da presidente daquela comissão vai de encontro ao descrito no Relatório Sobre Tráfico de Pessoas 2007, elaborado pelos Estados Unidos: “Portugal é um dos países de destino e passagem de mulheres, homens e crianças traficadas do Brasil, Ucrânia, Moldávia, Rússia, Roménia e, com menor dimensão, de alguns países africanos”.

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