ASIA/FILIPINAS

Os Bispos filipinos lançaram uma forte chamado para “exorcizar” o fenômeno do tráfico de órgãos, “prática imoral que explora o ser humano” e menospreza profundamente a dignidade com um objetivo de lucro econômico.

A Conferência Episcopal interveio para chamar a atenção sobre uma praga que se divulga sempre mais nas Filipinas: a venda de órgãos e o relativo tráfico realizado por bandos organizados que se tornou “o último recurso” para as famílias pobres, para homens e mulheres devidos, que vendem um rim.

Além disso, o fenômeno está nas mãos do crime organizado que não duvida em raptar e matar garotos de rua, pessoas sem-teto, pessoas comuns, pela necessidade do tráfico de órgãos vitais. Segundo cálculos internacionais, as Filipinas está entre os países no mundo em onde este fenômeno está mais difundido.

A Comissão de Justiça e Paz da Conferência Episcopal lançou um alarme. “O tráfico de órgãos não tem nada a ver com a caridade, o altruísmo, a compaixão e o amor. É só uma espécie de autotutela, instigada pela sede de riqueza”.

Os Bispos condenaram os traficantes que propagam a venda de rins a pessoas que se encontram em dificuldade econômicas, enganando-as com um fácil enriquecimento, lembrando que deste modo as famílias não chegam a sair da pobreza. Além disso as condições de saúde do doador,podem piorar e a situação das famílias se agrava. “O corpo não é um objeto, mas um dom de Deus”, afirmaram os Bispos, insistindo sobre a dignidade da pessoa humana na sua totalidade, feita de corpo e alma.

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