A partir de 15 de agosto, a Federação Nacional das Trabalhadoras do Sexo (FNTS) vai desenvolver uma pesquisa sobre o tráfico internacional de mulheres do Ceará. O trabalho envolverá a Federação Nacional das Trabalhadoras do Sexo, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e a Associação das Prostitutas do Ceará (Aproce).

A presidente da FNTS, a cearense Rosalina Sampaio, que por 14 anos foi presidente da Aproce, explica que a atuação da federação é garantir direitos e cidadania para as prostitutas. “No entanto, temos consciência de que é preciso fortalecer essa luta contra o tráfico humano”, afirma a presidente.

Rosalina reconhece que a pesquisa encontrará obstáculos principalmente entre as mulheres que já foram vítimas do tráfico. “Nosso papel é saber como chegar perto, conversar, e aplicar a pesquisa com o máximo de cuidado. Para isso, não teremos horário definido”.

A pesquisa dará subsídios para o planejamento de combate ao tráfico internacional de seres humanos. “A partir dele, teremos dados concretos sobre a situação”. Rosalina explica que só existem informações não oficiais. O trabalho deverá ficar pronto até dezembro, quando será realizado um seminário de avaliação e apresentação dos dados.

Fonte: Diário do Nordeste

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