Uma operação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) realizada no último sábado em Pindoretama e Cascavel prendeu quatro mulheres acusadas de tráfico de pessoas. De acordo com Eline Marques, coordenadora do Escritório de Repressão ao Tráfico de Seres Humanos (TSH), a operação identificou 42 mulheres que vieram da Bahia, Sergipe, Piauí, além de garotas de programa de municípios cearenses. As ações aconteceram depois de investigações da Polícia.

Segundo Eline, as quatro mulheres presas na operação foram denunciadas por tráfico interno de pessoas e levadas à delegacia de Cascavel. Já as 42 mulheres identificadas na operação como garotas de programa foram trazidas para Fortaleza, onde deverão permanecer até o Governo do Estado ou elas conseguirem recursos para retornarem a seus estados. “Uma delas, de Pindoretama, tinha 14 anos”, destaca Eline. Além do TSH, policiais militares e a delegada Ana Lúcia, titular do 5º Distrito Policial (Parangaba) participaram da operação.

A ação nos dois municípios também identificou e fechou seis casas de prostituição, quatro em Cascavel e duas em Pindoretama. “Quando chegamos a Pindoretama recebemos a informação de que estaria inaugurando uma casa de prostituição de luxo no mesmo dia. Fomos ao local e confirmamos a denúncia”, diz Eline. Denúncias feitas pelas garotas apontam que os preços pelo programa variavam de R$ 20,00 a R$ 40,00. “No primeiro valor as mulheres disseram que a casa ficava com R$ 5,00 e com R$ 12,00 quando conseguiam R$ 40,00”, destaca.

O GGI é uma operação que acontece uma vez por mês para combater a exploração sexual e o tráfico de seres humanos no Estado. O artigo 231.a da Lei 11.106 diz que é crime, com prisão de três a oito anos além de multa promover, intermediar, facilitar, no território nacional, o recrutamento o transporte, a transferência ou o alojamento de pessoas que venham a se prostituir.

Fonte: Jornal O Povo. Fortaleza.

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